A hereditariedade é o fator de risco mais
frequentemente encontrado nas pessoas com doença coronariana. Infelizmente é um fator de
risco inevitável, isto é, não há nada que possa ser feito para que ele desapareça. O
que uma pessoa com este fator de risco pode fazer é eliminar os demais fatores,
diminuindo assim o risco de desenvolver a doença arterial coronariana. Em outras
palavras, reduzir o peso, controlar a ingestão de alimentos gordurosos, deixar o cigarro,
controlar a hipertensão (se for hipertenso) entre outros cuidados.
O seu risco de desenvolver doença
coronariana é alto se tiver familiares próximos (pai, mãe ou irmãos) que desenvolveram
a doença antes dos 55 anos de idade. Este risco é considerado alto devido à
predisposição genética de ter níveis de colesterol elevados. Esta condição é
chamada de hipercolesterolemia (níveis sanguíneos acima de 300
mg/dl). Outros fatores genéticos passados de pais para filhos podem promover o
desenvolvimento de níveis moderados de colesterol e triglicérides, hipertensão arterial
e diabetes.
Juntamente com o fator hereditariedade está
o fator raça. As pessoas de cor negra são mais propensas para
hipertensão arterial; e quando se junta o fator raça com doenças coronarianas,
estatísticas afirmam que uma pessoa negra tem 1.5 vezes mais chances de morrer devido a
um problema coronariano do que uma pessoa de cor branca. Embora muitas teorias
tenham sido formuladas para explicar estas desigualdades entre as raças, a que melhor
explica a tendência de as pessoas de cor negra desenvolverem a doença coronariana é que
elas retem mais sódio no organismo do que as de cor branca. Ao reter mais sódio, a
pressão arterial sobe e o risco para doença coronariana aparece.
Outro importante fator hereditário
atualmente discutido, é o papel dos genes. Há evidências de que níveis elevados de um
aminoácido chamado de homocisteína também pode desempenhar um papel
importante no processo de obstrução das artérias do cérebro e do coração. Um estudo
recente detectou que homens com níveis elevados de homocisteína tinham
três vezes mais o risco de ter um ataque cardíaco quando comparados com homens com
níveis normais de homocisteína. Uma alimentação rica em ácido
fólico pode reduzir os níveis de homocisteína. Alimentos como o suco de laranja,
lentilhas, espinafre e certos cereais são ricos em ácido fólico.
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Atualizado
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01 Apr 2004
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