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Através de alguns exames de sangue é possível detectar, tanto um risco para doença arterial coronariana, como a presença de doença arterial coronariana. No primeiro caso, certas substâncias são dosadas, e quando estão acima dos valores normais, indicam um risco para desenvolver a doença arterial coronariana, e no segundo caso, algumas substâncias chamadas de enzimas, quando aumentadas, indicam dano ou isquemia no miocárdio. A seguir serão apresentados os exames laboratoriais mais comumente realizados na avaliação do risco para doença arterial coronariana.

Colesterol Total

Este é um exame que determina a dosagem total de colesterol no sangue. A unidade de medida é em miligramas por decilitro de sangue (mg/dl). As frações são exames específicos. Abaixo estão os valores para o colesterol e as suas frações.

TABELA DE VALORES
Colesterol Total e Frações Desejável Limite Superior Muito Alto
Colesterol Total < 200 mg/dl 200-239 mg/dl > 240 mg/dl
LDL Colesterol < 130 mg/dl 130-159 mg/dl > 160 mg/dl
Triglicérides < 200 mg/dl   > 200 mg/dl

Fonte: InteliHealth - Johns Hopkins Health Information, 1999.

Outros exames auxiliam no diagnóstico do infarto do miocárdio. As substâncias dosadas são chamadas de enzimas cardíacas e ajudam no diagnóstico do infarto do miocárdio.

CPK - Creatina fosfoquinase
Os níveis aumentados indicam: infarto do miocárdio, lesão da musculatura cardíaca ou esquelética, doença muscular cardíaca congênita, acidente vascular cerebral, injeções intramusculares, hipotireoidismo, doenças infecciosas, embolia pulmonar, hipertermia maligna, convulsões generalizadas, neoplasias de próstata, vesícula, e trato gastrintestinal.

CK-MB
É uma isoenzima da creatina fosfoquinase (CPK) que corresponde a enzima liberada pelo músculo cardíaco. Esta enzima eleva-se quando ocorre isquemia em um determinada região do músculo cardíaco. No infarto agudo do miocárdio os valores de CK-MB podem estar superiores a 16 U/L e entre 4% a 25% do valor de CPK total. A interpretação dos resultados pode ser a seguinte:
A. Valores de CK-MB acima de 16 U/L mas inferiores a 4% do valor do CPK total podem sugerir lesão de músculo esquelético;
B. CK-MB acima de 25% do valor do CPK total pode indicar presença de isoenzima, neste caso o indicado é dosar o CK-MB por meio de metodologias alternativas, como no caso do CK-MB por quimioluminescência. A interpretação deste exame é a seguinte: o CK-MB encontra-se predominantemente no músculo cardíaco, sendo responsável por aproximadamente 10 a 40% das miocardites. Os danos no miocárdio originam a liberação transitória de CKMB para a circulação. Esse aumento de CKMB atinge o auge entre 12 e 24 horas, depois regressa ao normal dentro de 48 a 72 horas.

TGO - Transaminase glutâmico oxaloacética
No infarto agudo do miocárdio o aumento do TGO está ligado à necrose de células miocárdicas. A elevação é geralmente moderada raramente chegando a atingir 10 vezes o limite superior normal. A elevação da TGO aparece entre a sexta e a décima segunda horas após o episódio de dor, atinge seu nível máximo em 24 a 48 horas, e o seu retorno ao normal se processa entre o quarto e o sétimo dia após o episódio de dor.

TGP - Transaminase glutâmica-pirúvica

Troponina T- É um exame que começa a ser muito utilizado no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. Esta enzima é liberada no sangue a partir de 2 a 8 horas após a lesão do miocárdio. Os valores se elevam por um período de 2 horas a 14 dias após o infarto. O resultado positivo significa que a concentração de Troponina T contida na amostra supera o valor de sensibilidade do teste, que é 0,1 ng/ml. Entretanto, o resultado negativo não permite excluir com segurança um infarto do miocárdio nas primeiras 8 horas após a aparição dos primeiros sintomas. Se a suspeita persistir, o exame deve ser repetido am intervalos apropriados. 


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