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Artigos em Português

- Conheça o programa de controle do câncer de pele aqui.

- Campanha do câncer de pele no Jornal Dematológico

- Evento da SBD-SP traz novidades na área dermatológica

- Envelhecimento (ago/09)

- Couro cabeludo sensível: existe?

- Epidermolise bolhosa (abr/09)

- Livro do Departamento de Dermatologia da UNIFESP (abr/09)

- Testes da vacina contra HPV em homens (mar/09)

- Prevenindo o Câncer da Pele (mar/09)

- Envelhecimento na pele masculina (fev/09)

- Patogênese do Vitiligo: o que há de novo? (fev/09)

- Pomada inteligente mata tumor de pele (set/08)

- Tecnologia na Dermatopediatria (ago/08)

- O Fumo e a Pele (ago/08)

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Evento da SBD-SP traz novidades na área dermatológica

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-SP) realizou, nos dias 30 e 31 de outubro, o 11º e o 12º Cursos de Educação Médica Continuada em Dermatologia (CEMC-D). O evento trará novidades nas áreas de cosmiatria, como os novos pontos para preenchimento com ácido hialurônico, e em dermatologia clínica, como as novas indicações de tratamento com a isotretinoína oral. Voltado residentes e dermatologistas, os cursos serão realizados no Centro Fecomércio de Eventos (dia 30) e na Unifesp (dia 31), em São Paulo.
A palestra sobre novos pontos de preenchimento com ácido hialurônico será apresentada pela Dra. Ada Regina Trindade de Almeida, dermatologista membro da SBD-SP e do Hospital do Servidor Público Municipal. Segundo ela, o preenchimento com ácido hialurônico é um tratamento que visa corrigir imperfeições na pele, desde marcas de expressão a rugas acentuadas e age também como preenchedor de sulcos nasogenianos – o famoso bigode chinês.

“A grande novidade é que o tratamento pode ser realizado em qualquer lugar do corpo que pode ser colocado gordura, como o aumento de mamas, correções de depressões de celulite ou trauma, não se restringindo ao rejuvenescimento facial”, explica a médica.

 De acordo com a Dra. Ada Regina, o tratamento é bastante seguro, sendo raro o paciente apresentar algum efeito colateral. “Além disso, se houver excesso de produto colocado, ele pode ser retirado facilmente por meio do hialuronidase, enzima que derrete o ácido hialurônico” afirma a médica.

 As novas indicações de tratamento “off label” - ainda não aprovados pelo FDA ou ANVISA - com a isotretinoína oral serão apresentados pela dermatologista Edileia Bagatin, professora adjunta do Departamento de Dermatologia da UNIFESP. “Os novos usos desse medicamento têm aparecido na literatura científica e podem ser as novas indicações para o futuro. As mais referidas são: dermatite seborréia, rosácea (em casos resistentes aos tratamentos habituais), fotoenvelhecimento avançado e pacientes de risco (como os que apresentam xeroderma pigmentoso - doença genética que aumenta a sensibilidade ao sol; transplantados, etc) no sentido da prevenção do câncer de pele”, define.

 A isotretinoína oral é um medicamento usado principalmente em pacientes que apresentam acne severa. Atualmente, o assunto vem sendo tratado de maneira distinta devido às contra indicações e aos efeitos colaterais em relação ao tratamento. Por exemplo, o uso da medicação em gestantes pode acarretar na má formação fetal ou até na perda do bebê, além disso, pode ser haver risco de crescimento em adolescentes ou adultos jovens que estão na fase inicial do tratamento.

 “Em contrapartida, a isotretinoína é a única do mercado capaz de combater com eficiência a acne em estágio avançado. Por isso,é importante que os dermatologistas tenham consciência, bom senso e muito cuidado ao prescrever essa droga para outras doenças, pois não há padronização sobre dose, tempo de tratamento e efeitos colaterais. Um equívoco no momento de prescrever esse medicamento pode acarretar na retirada da droga do mercado. Isso seria um desastre, afinal, não há outra opção para o tratamento de acne grave”.

 Sobre os últimos cursos da gestão 2009, o presidente da SBD-SP, Dr. João Roberto Antonio, ressalta que está bastante satisfeito em compartilhar as novidades e aprendizados científicos. “Estou certo de que nossos objetivos foram alcançados em nossa gestão até o momento e, com certeza, neste evento também, que uniu temas de clínica, cirurgia e cosmiatria na Dermatologia”, declarou o professor titular da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP. Ele lembra ainda que o principal evento do ano da Dermatologia está próximo. De 19 a 21 de novembro acontece em São José do Rio Preto a 14ª Radesp – Reunião Anual dos Dermatologistas do Estado de São Paulo.

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Envelhecimento

    O envelhecimento é um processo biológico complexo e contínuo que se caracteriza por alterações celulares e moleculares, com diminuição progressiva da capacidade de homeostase do organismo, senescência e/ou morte celular. É variável de um indivíduo para outro, de órgão para órgão. O envelhecimento é considerado como um mecanismo de prevenção contra o câncer, uma vez que o DNA genômico é continuamente danificado por fatores nocivos ambientais e pelo metabolismo oxidativo interno, e a capacidade de reparação desses danos vai se deteriorando com a idade. Se não reparado adequadamente, o dano acumulativo ao DNA interfere na divisão e funções celulares, levando a falhas homeostáticas, assim como desencadeia mutações nas células em divisão e, eventualmente, o aparecimento do câncer. Nos últimos 40 anos ocorreram muitos progressos na compreensão dos mecanismos do envelhecimento. A senescência e/ou apoptose são processos com papel fundamental no envelhecimento celular. Existem muitas evidências de que esses são influenciados pelo dano causado ao DNA por agressões internas e externas. A perda das células e da sua capacidade proliferativa,
dois processos que caracterizam o envelhecimento, parecem representar uma estratégia revolucionária na prevenção de desenvolvimento do câncer. Os co-fatores ambientais mais importantes para o envelhecimento precoce da pele são o sol e o fumo. Existem muitas classes de ativos antienvelhecimento que podem ser incorporados aos cosmecêuticos, com possibilidade de benefício clínico, tais como: vitaminas, minerais, botânicos, peptídeos e fatores de crescimento. No entanto, são pouquíssimos os estudos clínicos controlados. De qualquer forma, esses produtos podem ser úteis e parecem não causar efeitos adversos. Lamentavelmente, o papel do marketing, da mídia e até de profissionais mal intencionados tem sido colocado muito acima do valor da ciência e da pesquisa, demonstrando desinteresse da indústria de cosméticos e farmacêutica pela realização de estudos clínicos de boa qualidade. Portanto, os cosmecêuticos constituem um enorme campo aberto à pesquisa clínica que deveria ser uma exigência dos dermatologistas antes de adotá-los nas suas prescrições.

Fonte: http://www.cenir.com.br/pdf/envelhecimento_cutaneo.pdf

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Couro cabeludo sensível: existe?

Não é infreqüente a queixa de prurido, queimação ou sensação de picar o couro cabeludo sem nenhuma lesão dermatológica perceptível em pacientes idosos, razão pela qual achei pertinente esse artigo para melhor compreender essa entidade.

Dra.Silvia Marcondes Pereira – Departamento de Dermatologia – UNIFESP.

Pele sensível (ou reativa ou hiper-reativa, intolerante ou pele irritável) é definida como a presença de queimação, ardência ou formigamento (dor ou prurido) causado por vários fatores que podem ser físicos (radiação ultravioleta, calor, frio e vento), químicos (cosméticos, sabão, água e poluição), psicológicos (stress) ou hormonais (ciclo menstrual).

Não há relação entre sensibilidade de couro cabeludo e qualquer doença específica desta região ainda que pacientes com sensibilidade de couro cabeludo sofram mais freqüentemente de queda de cabelo. Há uma fraca, porém significante diferença entre pacientes com ou sem sensibilidade de couro cabeludo e dermatite atópica declarada.

Dermatite atópica tem sido considerada, por muitos, fator predisponente de pele sensível e esta associação parece estar confirmada para sensibilidade de couro cabeludo também. 

A sensibilidade de couro cabeludo é claramente mais freqüente e intensa naqueles portadores de cabelos secos ou oleosos quando comparados com os de cabelo normal.

O eritema pode estar presente, porém não é facilmente observado como ocorre na sensibilidade cutânea facial.
Tricodínia é definida como um desconforto, dor ou parestesia do couro cabeludo. Muitos estudos relataram associação com queda de cabelo. Os autores sugerem que a tricodínia possa ser parte da sensibilidade do couro cabeludo.

São fatores desencadeantes dessa sensibilidade o calor, o frio, a poluição, emoções, a água, o ar úmido ou seco e principalmente os xampus em concordância com os fatores desencadeantes da pele sensível tendo nos cosméticos o substituto dos xampus.
A sensibilidade de couro cabeludo provavelmente pertence à Síndrome de Pele Sensível e a maioria dos pacientes declara pele sensível em outra área.

Misery L,Sibaud V, Ambronati M, Macy G, Boussetta S and Taieb C – Sensitive scalp; does this condition exist? An epidemiological study – Contact Dermatitis 2008;58:234-238

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Epidermolise bolhosa (EB)

         Epidermólise bolhosa (EB) compreende um conjunto de afecções bolhosas, de caráter hereditário, com diferentes quadros clínicos e diferentes modos de transmissão genética. Caracteristicamente, os indivíduos afetados desenvolvem bolhas na pele e mucosas, espontaneamente ou após mínimos traumatismos, sendo também chamada de doença mecano-bolhosa hereditária (foto do Emanuel, gentilmente cedida pelos pais).

A EB afeta cerca de um em cada 50.000 nascimentos. Não existe estatística da incidência da no Brasil, porém estima-se em torno de 1000 crianças portadoras da doença. Ciente deste grave problema, o Departamento de Dermatologia da UNIFESP está empenhado em criar um ambulatório multidisciplinar específico para atendimento destas crianças.

A formação de bolhas nesse grupo de doenças é devido à formação de planos de clivagem na pele e mucosas. Três defeitos são responsáveis por essa fragilidade: citólise intra-epidérmica (epidermólise bolhosa epidermolítica), defeito hemidesmossômico (epidermólise bolhosa juncional) e defeito das fibrilas de ancoragem (epidermólise bolhosa dermolítica).

Clinicamente, compreendem três grandes grupos de epidermólise bolhosa: EB simples (autossômica dominante) com bolhas de localização epidérmica e que não deixam cicatrizes; EB juncional (autossômica recessiva) na qual as bolhas situam-se na lâmina lúcida e EB distrófica (autossômica dominante ou recessiva) caracterizada pela presença de atrofia, cistos tipo milium, distrofias ungueais, alterações pigmentares e lesões mucosas.

Em cada subgrupo, vários tipos são descritos, com diferentes aspectos clínicos, idade de início, manifestações extra cutâneas e modo de herança. Reconhecem-se, atualmente, 23 fenótipos de EB, cujo quadro clínico é variável e oscila desde quadros leves até formas letais. O quadro clínico mais intenso é encontrado na epidermólise bolhosa letal, que pertence ao grupo juncional, também denominada síndrome de Herlitz, em que a intensidade das bolhas leva à morte nos primeiros meses de vida.

O diagnóstico é realizado através das características clínicas e achados histopatológicos das lesões. A microscopia eletrônica é o padrão ouro para o diagnóstico, mas a imunohistoquímica (em particular, anticorpo monoclonal) e biologia molecular têm alcançado definições sofisticadas da estrutura e função da junção dermoepidérmica da pele normal e das alterações em cada grupo e subgrupo da EB.

Abril 2009  http://www.anaisdedermatologia.org.br/public/artigo.aspx?id=1080

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Livro do Departamento de Dermatologia da UNIFESP (abr/09)

    A dermatologia progrediu de maneira extraordinária nas últimas décadas. Rica especialidade morfológica passou por aprimoramento dos recursos diagnósticos e posteriormente terapêuticos. Não há modo comparativo entre os recursos atuais e os de trinta anos atrás, o que traz enormes benefícios aos doentes, os beneficiários e alvos da nossa profissão. Mais recentemente, áreas já antigas como a cirurgia dermatológica e a cosmiatria sofreram hipertrofia na especialidade; fenômeno mundial. Por isso, estas áreas estão bem contempladas, com toda seriedade médica exigida para tão importante atração da nossa especialidade, contando com colaboradores de excelência.

Concebi a estrutura geral desta obra no sentido de servir desde os alunos até o especialista; este encontrará capítulos de fácil leitura nas suas áreas de predileção e tópicos de consulta para seu cotidiano. Este livro foi totalmente desenvolvido pela equipe do departamento de dermatologia da Unifesp-EPM e seus colaboradores.

O leitor mais atento detectará uma heterogeneidade nos diversos capítulos. É proposital. Nosso objetivo é aliar as evidências atuais à experiência dos autores. Que experiência e que autores!

Agradeço de coração aos colaboradores, aos coordenadores de seção e aos funcionários de departamento, por sua dedicação.

Osmar Rotta - abril de 2009

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Testes da vacina contra HPV em homens (mar/09)

     No final do ano passado surgiram os primeiros indícios mais concretos de que os homens também poderiam se beneficiar das vacinas contra o papilomavírus humano (HPV), hoje aprovadas em muitos países, Brasil inclusive, apenas para uso em jovens do sexo feminino como uma das armas contra o câncer de colo do útero, o segundo tipo de tumor mais letal em mulheres de todo o mundo. Resultados preliminares de testes clínicos que estão sendo realizados desde 2005 em 3 mil heterossexuais com a vacina contra quatro tipos de HPV, sugerem que o produto também confere uma boa proteção ao sexo masculino. "Em 90% dos casos, a vacina preveniu o aparecimento de verrugas genitais e em 86% evitou o surgimento de infecções", afirma Luisa Villa, diretora da filial brasileira do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, que já coordenou estudos do imunizante em mulheres e atuou como consultora científica dos testes em homens no Brasil. "Os dados ainda não são definitivos e temos de esperar mais um ou dois anos até termos uma análise mais detalhada." Financiados pela fabricante, os testes clínicos, feitos em indivíduos sem infecção prévia pelo HPV e com idade entre 16 e 26 anos, são também realizados em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Homossexuais também participam do estudo, mas ainda não foram divulgadas informações específicas da ação da vacina sobre essa parcela da população masculina.

Até agora as caras vacinas contra o HPV, administradas em três doses ao longo de seis meses a um custo total no Brasil frequentemente acima de R$ 1 mil, faziam parte do universo médico feminino. Eram um tema quase marginal entre os homens. Era natural que fosse assim. Como está bem demonstrado na literatura médica, as infecções e lesões causadas pelo papilomavírus humano dos tipos 16 e 18, dois dos quatro tipos de HPV presentes no imunizante da empresa farmacêutica, estão associadas ao surgimento de 70% dos casos de câncer de colo do útero (a vacina ainda contém o HPV-6 e o HPV-11, ligados ao aparecimento de verrugas genitais). Esse tipo de tumor aparece anualmente em mais de meio milhão de mulheres de todo o mundo, sendo que 80% dos casos estão concentrados em países pobres ou em desenvolvimento. Estima-se que 290 mil mulheres morram a cada ano devido ao câncer de colo do útero. Na população masculina, as infecções por HPV ainda são pouco estudadas, mas podem levar à ocorrência de cânceres bem mais raros, como os tumores no pênis (2% dos casos de neoplasias entre homens no Brasil) e no ânus, este último mais comum em homossexuais. Diante dos primeiros estudos que mostram, também no homem, a relação do HPV com o surgimento de tumores nos órgãos genitais e dos resultados preliminares da vacina quadrivalente em testes clínicos com indivíduos do sexo masculino, a empresa farmacêutica requereu recentemente a autorização do Food and Drug Administration (FDA), o órgão do governo norte-americano que controla a venda de alimentos e remédios, para administrar a vacina em meninos e jovens de idade entre 9 e 26 anos a fim de prevenir verrugas e outras lesões genitais. A aprovação ainda não saiu.

Fonte: Pesquisa FAPESP http://www.revistapesquisa.fapesp.br)
Marcos Pivetta - Edição Impressa 157 - Março 2009

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Prevenindo o Câncer da Pele (mar/09)

     Câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a nossa pele. Estas células se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos diferentes tipos de câncer de pele. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e espinocelulares, e os melanomas.

Dos tumores existentes, o câncer de pele é o mais frequente. Muitos deles poderiam ser evitados se medidas de prevenção fossem aplicadas em tempo apropriado, permitindo seu tratamento e cura.

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer da pele. Ela se concentra nos raios solares e nas cabines de bronzeamento artificial. A exposição excessiva e prolongada ao Sol contribui não apenas para o risco de desenvolvimento do câncer como também para o envelhecimento precoce da pele.

É importante lembrar que o efeito da radiação é cumulativo, ou seja, mesmo depois de parar de tomar Sol, as alterações da pele podem se manifestar anos depois.

Como reconhecer o câncer da pele?

Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida. Uma pinta preta ou acastanhada que muda de cor, textura, torna-se irregular nas suas bordas e cresce de tamanho. Uma mancha ou ferida que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Quais pessoas são mais predispostas ao câncer da pele?

Qualquer indivíduo pode ser acometido pelo câncer da pele, principalmente os que apresentam pele, olhos e cabelos claros, que sempre se queimam no Sol e nunca se bronzeiam. E aqueles ruivos e portadores de sardas. As pessoas que trabalham expostas ao Sol têm maior incidência de câncer da pele (trabalhadores rurais, carteiros e pescadores, por exemplo).

Como prevenir?

Examine sua pele regularmente e use um espelho para examinar as partes posteriores (costas) e couro cabeludo. Proteja-se dos raios solares através do uso de bonés, roupas e filtros solares recomendados pelo dermatologista. Os cuidados com a exposição solar devem ser diários e a qualquer hora do dia, a irradiação ultravioleta que atinge a Terra (UVA e UVB) tem sua maior incidência entre 10:00 e 16:00 horas do dia (veja aqui http://satelite.cptec.inpe.br/uv/se_uvimax.htm)

O que fazer se descobrir que tenho um câncer da pele?

A grande maioria dos cânceres da pele é curável se diagnosticados precocemente, e o médico dermatologista é o profissional mais capacitado para diagnosticar e tratar o câncer da pele. Havendo alguma lesão suspeita na pele procure logo um dermatologista, que fará o diagnóstico definitivo com alguns exames simples, como dermatoscopia e biópsia da lesão (para anatomopatológico). Feito o diagnóstico correto, o dermatologista indicará o tratamento mais adequado para o seu caso. A demora em procurar um dermatologista pode agravar a lesão e por consequência o tratamento será mais agressivo e extenso. Quanto mais precoce for o diagnóstico do câncer da pele, melhor é o resultado do tratamento.

Texto adaptado do folheto Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele, distribuído pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br).

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Envelhecimento na pele masculina (fev/09)

    O envelhecimento cutâneo fisiológico no homem parece ser mais tardio que na mulher e está relacionado à menor atividade da enzima 5-alfa-redutase e à redução dos níveis de androgênios. Isso se deve em parte à maior espessura cutânea, maior densidade de fibras colágenas, maior filme lipídico sobre a pele e efeito anabolizante cutâneo dos hormônios masculinos.

    Esta diferença sexual pode ser afetada por fatores externos de envelhecimento, principalmente relacionados aos hábitos de exposição ao Sol (mulheres protegem-se mais que homens), tabagismo (23% dos homens fumam quando comparados a 17,5% das mulheres), menores cuidados com a pele quando comparados às mulheres, ingestão alcoólica maior e hábitos alimentares piores.

    A pele do homem é mais firme que a pele da mulher até os 30 anos, período após o qual ocorrem a redução da elasticidade e a instalação de rugas. Esse processo geralmente se estabiliza na faixa dos 40-50 anos. Assim, embora as rugas apareçam de modo mais tardio no homem, uma vez desencadeado o processo, elas se instalam em menos tempo e mais profundamente.

    Exames clínicos demonstram que os vincos e as rugas cutâneas são mais profundas nos homens do que nas mulheres da mesma faixa etária.

De Rigal J. e Lévêque, 1983

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Patogênese do Vitiligo: o que há de novo? (fev/09)

    O vitiligo é um distúrbio intrigante, caracterizado pelo desaparecimento de melanócitos foliculares e/ou epidérmicos por mecanismos desconhecidos. A hipótese de um mecanismo auto-imune é a mais prevalente e popular, e a ocorrência de vitiligo em animais e pacientes que receberam vacinas de melanoma suporta fortemente esta teoria.

    Assim, com base nos avanços mais recentes, as novas estratégias são direcionadas ao sistema imunológico. Resultados promissores foram alcançados com o uso de imunomoduladores tópicos (Tacrolimus) e terapias UVB (Excimer laser), que sabidamente promovem a apoptose de células T.
Outras hipóteses sugerem que o vitiligo possa ser devido:
    1. À deficiência de um fator de crescimento melanocítico não identificado,
    2. Um defeito intrínseco da estrutura e função do retículo endoplasmático rugoso em melanócitos de vitiligo,
    3. Anormalidades em um suposto receptor de melatonina ou melanócitos,
    4. Uma quebra da defesa contra radicais livres na epiderme,
    5. Um déficit na produção de biopterina que possa levar à biossíntese desregulada de catecolaminas,
    6. Uma perda de melanócitos devida a melanocitorragia,
    7. Uma desregulação da apoptose melanocítica, e
    8. Uma infecção viral (Citomegalovirus - CMV).

    Nenhuma das hipóteses foi comprovada. A questão permanece se o vitiligo constitui uma síndrome ou uma doença isolada. Com base nos dados disponíveis, é provável que o vitiligo em seres humanos represente diversos mecanismos fisiopatológicos, ou seja, uma série de doenças diferentes.

Ortone, J.P.Pathogenesis of Vitiligo: What s New? - AAD Annual Meeting 2008; FRM 526-H.

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Pomada inteligente mata tumor de pele (set/08)

    Um creme feito com o auxílio da nanotecnologia, quando energizado por um raio de luz vermelha, mata com uma eficiência de 95% as células tumorais da pele humana. O medicamento, desenvolvido por uma equipe de cientistas da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto, está sendo testado há um ano em três hospitais do Brasil. Além do interior paulista, a UnB (Universidade de Brasília) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) estão usando a pomada em pacientes de seus hospitais universitários.

    "Devemos ter tratado mais de 400 pessoas com sucesso", afirma Antonio Cláudio Tedesco, coordenador do grupo de Fotobiologia e Fotomedicina da USP/RP. Ele é o principal autor da pesquisa.

    O sucesso da técnica, segundo Tedesco, está baseado na nanotecnologia. A molécula fotossensível que constitui o medicamento é montada em veículos que medem milionésimos de milímetro e que podem ser dirigidos de forma precisa para as células do tumor.

    Esses transportadores são normalmente misturas de nanopartículas com estruturas orgânicas. As moléculas do medicamento, que além de serem fotossensíveis têm afinidade química com o tumor, possuem duas vantagens: conseguem liberar o fármaco de forma progressiva e são seletivas, o que poupa os tecidos sadios.

    A terapia fotodinâmica é estudada há mais de 30 anos no mundo e desde 1995 em Ribeirão Preto, mas os vários veículos nanotecnológicos disponíveis hoje trouxeram um grande avanço para a área. Com o fármaco chegando com exatidão ao local do tumor, os passos seguintes são mais fáceis de serem controlados pelos cientistas em laboratório.

    A energia causada pela luz visível -a ultravioleta é a principal causa do aparecimento dos cânceres de pele- provoca uma série de reações químicas no local onde está a pomada. Em última análise, essa cadeia formará radicais livres (moléculas instáveis e reativas). Como essas moléculas precisam buscar elétrons para voltarem ao equilíbrio, diz o cientista, elas vão atrás das células tumorais e as matam. Para o paciente, em vez de aulas de química, é mais importante saber como é o tratamento e qual o resultado na pele.

    Uma das vantagens do método é que ele não tem efeitos colaterais importantes, como tem a quimioterapia e a radioterapia. "Em um dia, por exemplo, a técnica pode ser reaplicada em uma nova lesão. O tempo entre a utilização do creme e o uso da luz não passa de três horas." Apesar do êxito da técnica nacional, o método não está no mercado. Após o término da chamada fase 2 de testes clínicos, haverá uma outra etapa de estudos, com mais pacientes. Ele não funciona para o melanoma, tipo de câncer maligno bastante agressivo que só pode ser retirado por cirurgia.

    Porém, no caso dos tumores em estágios inicial ou intermediário, as lesões costumam sumir entre 7 dias e 21 dias. Segundo Tedesco, a nanotecnologia e a fotodinâmica estão sendo aplicadas em outros locais além da pele. "Estamos destruindo também cáries com a luz visível", afirma.

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Tecnologia na Dermatopediatria (ago/08)

    O dermatopediatra conta com uma série de ferramentas terapêuticas para uso em consultório. A lâmpada de Wood, introduzida há quase cem anos, é ainda uma opção segura e não-invasiva para o diagnóstico de infecções cutâneas, distúrbios de pigmentação e porfirias. O laser dye pulsado constitui o tratamento de escolha para lesões vasculares e apresenta uma lista cada vez maior de aplicações, inclusive em verrugas, que são extremamente comuns na população pediátrica. A dermatoscopia surgiu também como ferramenta adjunta para o exame in vivo de lesões pigmentadas e diagnóstico precoce do melanoma maligno cutâneo.

    Outros usos também têm sido explorados, inclusive no diagnóstico da escabiose. As novidades tecnológicas utilizadas no consultório dermatopediátrico no futuro incluirão a implementação de prontuários eletrônicos e o tratamento de distúrbios como molusco contagioso, verrugas e a acne vulgar por terapia fotodinâmica.

DUCHARME, E.E.; SILVERBERG, N.B. Selected applications of technology in the pediatric dermatology office - Semin Cutan Med Surg.; 27(1):94-100,2008 (Mar). Departamento de Dermatologia, Centro Hospitalar St. Luke's - Roosevelt, Nova York, USA.

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O Fumo e a Pele (ago/08)

    O fumo constitui a principal causa modificável de doença e óbito no mundo desenvolvido. O consumo de tabaco está diretamente ligado à doença cardiovascular, à bronquite crônica e a uma série de malignidades. O tabaco também apresenta diversos efeitos cutâneos, a maioria dos quais prejudiciais. O fumo está á intimamente ligado a diversas dermatoses como a psoríase, a pustulose palmo-plantar, a hidrosadenite supurativa e doenças sistêmicas como o lupus eritematoso discóide e cânceres, como o labial, de cavidade oral e região anogenital. Existe uma relação mais questionável com o melanoma, o carcinoma espino e basocelular da pele, e a acne. Ao contrário, o fumo parece proteger contra feridas na boca, rosácea, herpes simples labial, pênfigo vulgar e dermatite herpetiforme. Além da influência do fumo sobre as doenças dermatológicas, o consumo de tabaco também é responsável direto por certas dermatoses como a estomatite nicotínica, doença periodontal e alguns tipos de urticária e dermatite de contato. Além disso, não se pode esquecer da repercussão cosmética do amarelamento dos dedos, unhas e dentes, das alterações de coloração dos dentes, distúrbios olfativos e gustativos, halitose e hipersalivação, e o desenvolvimento precoce de rugas faciais.

JUST-SAROBÉ, M. Smoking and the skin - Actas Dermosifiliogr.; 99(3):173-84, 2008 (Apr). Serviço de Dermatologia, Fundação Salut Empordà, Hospital de Figueres, Gerona, Espanha.

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Última Atualização: 28/11/2011
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