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HISTÓRICO

O CEMI foi criado em 1988 por iniciativa da comunidade cientifica da Escola Paulista de Medicina – EPM, durante a gestão do Diretor Prof. Dr. Nader Wafae. O projeto foi parte do plano diretor e teve envolvimento interdepartamental.

A execução iniciou-se com uma reunião entre docentes de vários departamentos, presidida pelo Prof. Dr. Luiz R. Trabulsi da Disciplina de Microbiologia, onde se decidiu, em comum acordo com a Diretoria, que seriam nomeados a chefia e coordenadoria do CEME, escolhidos entre os pesquisadores da Escola Paulista de Medicina com experiência e reconhecimento entre os pares na comunidade cientifica.

Foi nomeada como chefe a Profa. Dra. Edna Freymüller Haapalainen, então lotada no Departamento de Micro-Imuno-Parasitologia, com formação em histologia e grande experiência em microscopia eletrônica. Para a coordenação, foi designada uma comissão formada pela Profa. Dra. Edna, o Prof. Dr. Ricardo Luiz Smith do Departamento de Morfologia, o Prof. Dr. Renato Arruda Mortara do Departamento de Micro-Imuno-Parasitologia e o Prof. Dr. Eduardo Katchburian que estaria chegando da Inglaterra, após convite da Congregação, para realizar o concurso de professor titular na Disciplina de Histologia do Departamento de Morfologia.

A opção pelo microscópio eletrônico de transmissão Jeol 1200 EXII, foi realizada após consultas técnicas, o qual foi adquirido pela Escola Paulista de Medicina com verbas de material permanente, no valor US$ 260,000.00. Para a instalação do CEME foi escolhido o andar térreo do Edifício de Ciências Biomédicas, por apresentar as especificações técnicas necessárias.

Em 1989, foi aprovado um projeto integrado de pesquisa pela FAPESP para equipar o CEME com a infra-estrutura necessária, e, em dezembro de 1989, após uma reunião extraordinária do Capítulo Paulista da Sociedade Brasileira de Microscopia Eletrônica, o CEME foi inaugurado.

Durante o ano de 1990, a EPM investiu na estrutura laboratorial e os responsáveis pelo CEMI receberam treinamento especializado, oferecido pela firma fornecedora do equipamento durante dois meses.

Em 1991, foi adquirido um microscópio eletrônico de varredura marca JEOL JSM 5300 e infra- estrutura especializada. O custo, US$ 150,000.00 , foi financiado pela FAPESP e EPM por meio de projeto integrado de pesquisa.

Em 1994, suas instalações físicas foram ampliadas com o apoio financeiro da FAPESP concedido por Programa de Infra-estrutura.

Em 1988, com a transformação da Escola Paulista de Medicina em Universidade Federal de São Paulo e a elaboração do novo estatuto da UNIFESP, por decisão do Conselho Universitário, o CEMI passou a ser um Órgão Complementar vinculado à Reitoria. Em 1994, finalmente, o Conselho Universitário aprovou a vinculação do CEME à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa.

O CEMI tem atendido pesquisadores da UNIFESP e de várias outras instituições. Além disso, vem investindo na atualização de seus equipamentos e a implantação de novas técnicas de preparação de amostras, especialmente os criométodos, sendo, então, considerado um Centro de Referência em microscopia eletrônica de materiais biológicos.

Os resultados alcançados até o momento em suas atividades são compensadores em termos de investigação cientifica básica e aplicada e de diagnósticos, resultando em uma produção científica relevante, com repercussão nos sistemas de graduação, pós-graduação e assistência da Instituição, além da formação de recursos humanos especializados.

Em 2011 o CEME incorporou o microscópio Confocal Leica SP5 TS, adquirido com verba FAPESP para projetos multi-usuários (EMU 09/53/833-4), coordenado pelo Prof. Dr. Renato A. Mortara (no valor de Euro 700.000) e, de acordo com o novo regimento, passou a se chamar CEMI, CENTRO de MICROSCOPIA. Este equipamento permite o estudo de material fixado e também de células e tecidos vivos.

Ainda em 2011, por meio de verba de Reserva Técnica Institucional da FAPESP para a UNIFESP, foi adquirido e instalado um novo Microscópio Eletrônico de Varredura de emissão de campo (Field Emission Gun) FEI Quanta FEG 250 e acessórios adquiridos por meio de convênio com a Capes. Este instrumento permite observação de amostras biológicas com um mínimo de preparação em condições de baixo vácuo.

Alguns temas que estão sendo investigados atualmente são relativos: Biologia de tripanossomatídeos e sua interação com células e tecidos dos hospedeiro, biologia de outros microorganismos, tecidos mineralizados, tecidos oculares, bem como outros projetos abrangendo análise e estudo ultraestruturais de vários sistemas biológicos e de biomateriais.

última atualização: 11 nov 2011

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