Helena Nader é a nova titular de cátedra do IEA-USP

Docente da Unifesp integra a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência

Posse Cátedra IEA USP 3

Helena Nader, o reitor da USP, Vahan Agopyan, e a reitora da Unifesp, Soraya Smaili (Foto: Fernanda Rezende/IEA-USP)

A professora da Unifesp Helena Nader tomou posse, no dia 28 de março, como nova titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), juntamente com o curador, historiador e crítico de arte Paulo Herkenhoff.

Marcada pela defesa das artes, da ciência, da educação e da cultura em geral, a cerimônia de posse foi prestigiada por dirigentes e docentes da USP, de outras universidades e de instituições culturais. A abertura ficou a cargo do professor Martin Grossmann, coordenador acadêmico da cátedra e ex-diretor do instituto, o qual afirmou que o inusitado da escolha de dois titulares para este ano, um ligado às artes visuais e outro à ciência, reflete o interesse da cátedra em trabalhar como “um laboratório de interdisciplinaridade que almeja à transdisciplinaridade”.

Em seu discurso, Nader destacou que a ciência e a arte devem ser completadas pelo direito de todos à educação, “para que se forme uma tríade em favor de um mundo solidário e justo”. A promoção da inter e da transdisciplinaridade em iniciativas como a Cátedra Olavo Setubal é de suma importância para o Brasil, disse a professora, ainda mais num momento em que “se questiona a ciência e o desenvolvimento intelectual, fala-se em terraplanismo, há uma negação dos corpos e um pseudomoralismo nas artes a partir de valores não compartilhados”.

O reitor da USP, Vahan Agopyan, reforçou a importância de cátedras como a Olavo Setubal e outras existentes na universidade como instrumentos de interação com a comunidade externa. “Estamos convivendo com ataques diários à universidade pública, gratuita e de qualidade. Precisamos ter o apoio da sociedade para que forças que se sentem incomodadas não tenham a ousadia que estão tendo no momento. Nós incomodamos, sim. Todas as boas universidades do mundo incomodam, pois cometemos o grande crime de estimular as pessoas a pensar”, disse.

*Com informações do IEA-USP