Manifesto de apoio da Diretoria da EPM ao Prof. Dr. Carlini

Pioneiro no Brasil se dedica há 50 anos na pesquisa sobre o efeito da maconha no organismo humano.

A Diretoria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) em apoio ao Departamento de Medicina Preventiva, manifesta a sua indignação e repúdio com a convocação para depoimento do Prof. Elisaldo Carlini, professor emérito da EPM/Unifesp, um dos pioneiros da Farmacologia do nosso país.

O psicofarmacologista Elisaldo Carlini prestou depoimento à polícia de São Paulo na quarta-feira (21), sob a inaceitável acusação de fazer apologia ao crime, devido à sua pesquisa em canabis.

O Prof. Carlini é formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) em 1956 e é um dos maiores especialistas em entorpecentes do Brasil, e um dos mais respeitados internacionalmente, tendo estudado os efeitos da maconha e de outras drogas em nível experimental durante toda sua vida profissional.

Ao longo dos seus 88 anos, foi condecorado duas vezes pela Presidência da República por seu trabalho como pesquisador, citado 12 mil vezes em pesquisas científicas nacionais e internacionais. Foi presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e membro do Conselho Econômico Social das Nações Unidas (ECOSOC/ONU), e continua em atividades como pesquisador.

É também o diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e um dos pioneiros no Brasil na pesquisa sobre o efeito da maconha no organismo humano, tema ao qual se dedica há 50 anos.

Está no sétimo mandato como membro do Expert Advisory Panel on Drug Dependence and Alcohol Problems, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e é ex-membro do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (INCB), eleito pelo Conselho Econômico Social das Nações Unidas.

Nas décadas de 1970 e 1980, liderou na Unifesp um grupo de pesquisa que, junto a outros estudos internacionais, possibilitou o desenvolvimento de medicamentos à base de Cannabis sativa, utilizados em vários países para tratamento de epilepsia e esclerose múltipla, por exemplo.

Contrário ao uso recreativo da maconha, é defensor ferrenho da aplicação medicinal da planta.


Diretoria da Escola Paulista de Medicina

 

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