Solidariedade aos jovens do Centro Cultural São Paulo

roda de conversa

SOLIDARIEDADE AOS JOVENS DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

RODA DE CONVERSA COM CILEDA PERRELA (MÃE DE UM DOS JOVENS)

JOVENS PODEM SER CONDENADOS A NOVE ANOS DE PRISÃO POR PRETENDEREM – E SEREM IMPEDIDOS – DE PARTICIPAR DE MANIFESTAÇÃO PELAS DIRETAS

QUINTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO
18H-19H30
AQUÁRIO - CAMPUS GUARULHOS

Organização: Prof. Janes Jorge.


Para entender o caso: Em 4 de setembro do ano passado, a Avenida Paulista foi palco de uma gigantesca manifestação pelas Diretas. Para participar dela, um grupo de vinte e dois jovens e adolescentes - treze rapazes e nove moças -, que haviam se visto uma única vez, marcou, por intermédio das redes sociais, um encontro. Pouco antes da manifestação, um dos integrantes do grupo - mais tarde, desmascarado como agente infiltrado das Forças Armadas - sugeriu aos demais que se dirigissem ao Centro Cultural São Paulo. Lá, foram cercados por grande contingente de policiais militares ostentando aparelhamento de guerra. Encaminhados ao DEIC e impedidos de contatar advogados e familiares, os jovens foram qualificados e submetidos a inquérito policial. Os dezoito maiores acabaram, de forma absurda, indiciados por associação criminosa e corrupção de menores; os três adolescentes receberam o tratamento legal previsto pelo ECA. Inexplicavelmente, o policial infiltrado foi, desde a prisão dos jovens, excluído do grupo e dos procedimentos formais impostos aos demais. Mais tarde, esclareceu-se que ele estaria incumbido de espionar movimentos sociais e grupos de esquerda e de que, nessa condição, teria armado uma emboscada para que os jovens fossem ao Centro Cultural e apreendidos ali. Após audiência de custódia, em 5 de setembro, os dezoito jovens indiciados foram postos em liberdade. Prosseguiu-se o inquérito policial e deu-se consequente abertura de processo criminal. Em 22 de setembro próximo, os jovens serão submetidos a interrogatório judicial e a julgamento, correndo risco de arcarem com pena de até nove anos de prisão. Para a Justiça de São Paulo, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual expõe indícios de que eles se reuniram para depredar patrimônio público e privado e ferir policiais militares, considerando-se que usavam roupas escuras e portavam vinagres e materiais de primeiros-socorros. No entanto, como bem expressam os advogados de defesa, esse vestuário e os instrumentos portados não caracterizam crime. Por outro lado, o processo que investigava a conduta do capitão infiltrado foi arquivado, e ele, promovido a major. GRUPO DE SOLIDARIEDADE AOS JOVENS DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pró-Reitorias

Unidades universitárias

Campi

Links de interesse