Quarta, 22 Junho 2016 14:30

Congregação do Campus Baixada Santista aborda orçamento, reforma do estatuto e medidas para conter a crise

Evento contou com a presença da reitora da Unifesp, Soraya Smaili

Por Mayara Toni

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Na segunda-feira (20/6), a reitora Soraya Smaili participou da Congregação do Campus Baixada Santista afim de apresentar à comunidade acadêmica tópicos importantes como o orçamento de custeio atual da universidade, a reforma do estatuto e o posicionamento perante ao contingenciamento orçamentário de 20% declarado pelo governo federal.

O evento, realizado no prédio do Departamento de Ciências do Mar (DCMar), foi iniciado pela diretora do campus Sylvia Helena Batista e seu vice Odair Aguiar Junior. Após as considerações sobre as principais pautas do campus, Soraya Smaili teve a palavra para apresentar as pautas a serem discutidas.

Inicialmente, a reitora informou sobre as vagas provenientes de concursos públicos que serão destinadas para o Campus Baixada Santista. “Quando nós assumimos, três anos atrás, não tínhamos uma distribuição de vagas muito clara. Hoje já temos um quadro de vagas praticamente completo”, cita Soraya.

Na continuidade, foi apresentado ao público um breve histórico sobre a Reforma do Estatuto da Unifesp, explicando sobre a luta pela paridade. Ao longo dos anos, o estatuto foi reformado quatro vezes: a primeira em 1995, a segunda em 2002, a terceira em 2010 e a mais recente agora em 2016. “A Unifesp se transformou muito desde a sua criação. Em 20 anos, tivemos três votações sobre paridade e desta vez conseguimos que as consultas para reitor, vice-reitor e diretores de campi fossem paritárias”, aponta Soraya. Para entender melhor sobre a paridade, acesse aqui.

Logo após, Smaili explicou gráficos de execução orçamentária do Campus Baixada Santista em 2015 e como está o orçamento previsto para 2016. Tópico por tópico, a reitora explicou aos presentes sobre o contingenciamento de 20% decretado pela Governo Federal. De acordo com ela, o orçamento aprovado pela Lei Orçamentário Anual (LOA) para este ano foi de 68 milhões de custeio (verba destinada para despesas como limpeza, energia elétrica, água, serviços terceirizados, etc.) e este valor já é insuficiente. “Nossa universidade ainda não terminou a expansão, apesar de já estar muito próxima da conclusão. Então nós necessitamos da aprovação de orçamento maior”, afirma Soraya.

Ainda em sua fala, Soraya explicou sobre a verba destinada para o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que engloba tanto as bolsas como os restaurantes universitários. Esse orçamento também sofreu com o contingenciamento de 20%. Apesar do cenário, Soraya tranquiliza os estudantes e informa que as bolsas estão empenhadas até o final do ano, ou seja, através da universidade elas estão garantidas.

Ao final, o debate foi aberto para a comunidade acadêmica que pôde tirar suas dúvidas e debater sobre os principais assuntos pertinentes ao campus. O principal tema abordado foram as bolsas de auxílio estudantil e itens de segurança no prédio do Departamento de Ciências do Mar (DCMar). “Nós precisamos da liberação dos nossos recursos o quanto antes. A permanência estudantil e o pagamento das contas necessitam disso”, finaliza Soraya. 

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