Quarta, 27 Abril 2016 11:45

Reitoria da Unifesp e Direção Acadêmica da EFLCH realizam audiência pública

Reunião foi solicitada pelos alunos do campus Guarulhos

Por José Luiz Guerra

A Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Direção da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH/Unifesp) promoveram, no último dia 25 de abril, uma audiência pública na Unidade Pimentas do Campus Guarulhos. O encontro, realizado no teatro Adamastor Pimentas, foi uma solicitação dos alunos da instituição.

Representando a Reitoria da Unifesp, estiveram presentes na audiência as pró-reitoras de Administração, Isabel Cristina Cunha e de Assuntos Estudantis, Andrea Rabinovici. Já o campus Guarulhos foi representado pelo diretor acadêmico, Daniel Vazquez e pela sua vice, Marineide Gomes. Também houve presença maciça de estudantes, muitos deles, calouros, uma vez que a data da audiência coincidiu com a da recepção de novos alunos, além dos veteranos que solicitaram o encontro.

No início dos trabalhos, Daniel Vazquez fez uma apresentação do cenário do campus, com a utilização da unidade provisória e a necessidade da mudança ocorrer antes do início do ano letivo. “A unidade provisória não comportaria o número atual de alunos da EFLCH/Unifesp e se iniciássemos as aulas lá, teríamos que dividir turmas e deixar de oferecer unidades curriculares”. Os números apresentados por Vazquez indicavam que, com a mudança, o espaço físico do campus passaria de 9.800 para 22 mil metros quadrados e, após a conclusão da reforma do prédio do Arco, já iniciada, passará para 28 mil m².

O diretor também falou sobre o reforço nos contratos de serviços do campus, como vigilância, limpeza e restaurante universitário e do aumento dos horários das linhas de ônibus que atendem o bairro e chegam à Estação Armênia do Metrô. Vazquez ressaltou também a importância da volta da EFLCH/Unifesp ao Bairro dos Pimentas e o papel social da instituição, que voltará a oferecer atividades de extensão, como o Cursinho Popular Pimentas Unifesp e o curso de Direitos Humanos e Cidadania para Lideranças Comunitárias. “Uma universidade situada na periferia não pode estar fechada para a sua comunidade”, completou. Analisando o cenário econômico nacional, ele também ressaltou a luta da comunidade acadêmica pela permanência da universidade no bairro e pelo fortalecimento da instituição. “Se não tivermos a capacidade de lutar pela consolidação da nossa Universidade, ninguém fará pela gente”, concluiu.

Isabel Cristina Cunha fez uma breve intervenção, lembrando que votou pela expansão da Unifesp nos conselhos em que participou e enalteceu a participação da comunidade na construção de uma universidade plena. “Ainda passamos por muitas dificuldades, mas temos muito mais recursos do que quando começamos a expandir”, disse ela. A pró-reitora também elogiou o prédio recém construído.

Já Andrea Rabinovici deu boas-vindas aos novos alunos e afirmou que o novo prédio é, atualmente, o melhor e mais moderno da universidade. A pró-reitora explicou o organograma da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae) e a dinâmica da distribuição dos auxílios estudantis. “A Prae dispõe de um orçamento anual de R$ 10 milhões, sendo que 35% dele é destinado ao campus Guarulhos”. Os auxílios existentes são destinados a alimentação, creche, moradia e transporte. A distribuição dos auxílios leva em conta a condição socioeconômica do estudante.

Na abertura das falas dos alunos, as principais reivindicações foram a volta do restaurante universitário, falta de vagas em creches, início da concessão do passe livre, atendimento psicossocial com recorte racial, participação dos alunos na elaboração do calendário acadêmico de 2016, maior representatividade discente nos conselhos centrais, entrega dos espaços do novo edifício acadêmico para uso, entre outras.

AudienciaEFLCH

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